domingo, 30 de maio de 2010

A morte do pecado!


Aquele que não teve pecado, Deus o fez pecado por nós...

Comparável a essa frase em seu conteúdo esmagador somente uma outra:

Ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar...

Ambas referem-se ao Cordeiro de Deus, a Jesus, o Senhor.

O que me choca é que está tudo feito e acabado, menos para quem diz “crer”. Os que “crêem” não sabem que ainda não crêem, ou não sabem no que crêem. Pois se o soubessem, saberiam que a Lei morreu em Cristo; que a força do pecado é a Lei, mas que com sua morte, ela, a Lei, já não tem poder sobre nós. Ora, essa morte da Lei matou a força do pecado, pois onde não há Lei, também não há transgressão. Assim, o que Jesus Pagou por nós, está Pago para sempre. Mas quem crê?

Então você pergunta: Se é assim, como então nós ainda pecamos?

Ora, o pecado que eu peco é fruto de minha queda, mas já não carrega em si mesmo o poder de me matar, tanto quanto já não carrega mais o poder de me fazer “compulsivo”, pelo simples fato de que em minha consciência ele já não se faz acompanhar da condenação da morte.

É o medo da morte e a certeza da condenação o poder que gera toda compulsão!

O pecado faz mal ao meu ser, mas já não tem o poder de daná-lo, se se está confiante no poder e na consumação do que Jesus já fez por nós. Afinal, o pecado só existe em mim, mas já não existe como algo que pende como espada da morte sobre minha cabeça. Eu estou em Cristo!

Já não há mais nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus!

Agora eu ouço:

Filhinhos meus, não pequeis; se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai; Jesus Cristo, o Justo; Ele é a propiciação pelos nossos pecados; e não somente pelos nossos próprios, mas inda pelos do mundo inteiro!

O Deus que se fez carne também se fez pecado por nós!

E certamente Ele não fez isto para que continuasse tudo igual. Tem que haver um fato-fator-real que decorra dessa ação. O fato real é um só: o pecado existe na vida de cada um de nós, mas já não existe como condenação. O fato do pecado em mim é inegável. Todavia, é também inegável que ele já não tem poder sobre mim.

Como? Não tem poder? Como?

Ele existe como produção de minha carne (corpo-totalidade-do-ser), pois faz parte de minha constituição caída. Hoje ele pertence à dimensão de minha animalidade não elevada em consciência, pois ainda está presa à minha condição de “egoísta-essencial”. No entanto, o pecado virou gripe: amolece, mas já não me mata.

Então, eu constato o pecado em mim. Grito: “Desventurado sou!”. Mas meu grito já não ecoa para a eternidade, não ecoa nem mesmo no tempo, exceto em mim, que me entristeço comigo mesmo. Entretanto, ele já não passa daí. Pois a Lei do Espírito e da Vida em Cristo, me libertou da Lei do pecado e da morte!

Agora, se creio no que “está feito”, vivo pelo que Ele fez por mim, não em razão do que eu, mesmo crendo, ainda faço contra mim.

Aquele que não teve pecado Deus o fez pecado por nós, para que nós que pecamos já não sejamos pecado, mas sem pecado Nele, que nunca tendo pecado, foi feito pecado em meu lugar.

A lógica é uma só: quem nunca foi...foi feito...para que quem é...possa já não ser, mesmo que ainda seja...pois mesmo sendo, só o é para si mesmo...mas não mais para Aquele que por nós se fez aquilo que Ele mesmo não era...para que nós que somos...já não o sejamos como quem em sendo morre do é.

Quem eu sou já não me mata!

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo!

Com efeito Deus condenou na carne o pecado!

Com efeito a condenação do pecado aconteceu na Cruz!

Com efeito, quem crê já está liberto; ainda que pratique a sua própria liberdade tomando consciência de que quem ele é, o é em Cristo; não em si-mesmo.

Com o pecado morto, e com a Lei sepultada, o que sai da morte e da sepultura não é mais o que me mata, mas o que me salva.

Cristo morreu pelas nossas transgressões e ressuscitou para a nossa justificação!

Eu sei, no entanto, que é muito difícil crer na pregação. Isaías ainda pergunta: Quem creu na pregação?

Ora, pouca gente crê!

Quem dera essas multidões que confessam a Jesus como Senhor soubessem e cressem também; e quem dera que sobretudo cressem no que “os penosos trabalhos de sua alma” realizaram por todos nós!

A promessa divina era que o Salvador veria os resultados dos “penosos trabalhos de sua alma e ficaria satisfeito; pois que como o Seu ‘conhecimento’ Ele justificaria a muitos”.

Há um conhecimento a ser apreendido!

Somos salvos pela fé. Mas há um “saber em fé” que é o “conhecimento” da justificação já realizada.

É esse “conhecimento em fé” é aquilo que nos mergulha no descanso que declara: “o castigo que nos trás a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras nós fomos sarados”.

Para mim já está pago!

Não aceito nem mesmo os débitos que minha carne me apresenta para que eu os pague. Olho, constato, e declaro: “Todo escrito de dívidas foi encravado na Cruz”.

Eu não creio em mim, mas Deus sabe que eu creio na pregação!

Autor do texto: Caio Fábio

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Quando a verdade não quer calar


Certa vez o rei Davi, já estabelecido como autoridade sobre o reino de Judá passeava pela sacada do templo real. Ao chegar ali deu-se de cara com uma imagem tentadora. Davi começa a olhar por cima dos muros da casa de seu vizinho uma bela mulher, Bete-seba nua em pêlo, tomando banho.

É exatamente nessa hora que começa a queda de Davi. Quando em seu coração a cobiça se tornou em atitude, em ação, e tomado de “tesão” mandou buscar a mulher, para logo depois fazer sexo com ela. Não satisfeito, já totalmente cego de loucura e obcecado por aquela mulher, chama o marido dela, Urias, homem valente, que estava no campo de batalha para que ele pudesse “descansar” em sua casa, e aproveitar da bela mulher que tinha.

Mas Urias era homem íntegro. E disse; “Como eu posso ficar aqui descansando se meus homens estão pelejando no campo de batalha?”

Em resumo, Davi mandou Urias de volta a batalha, e o colocou no pelotão de frente para que o mesmo morresse, e foi o que aconteceu. Imagino que Davi agora estivesse aliviado, pois ninguém saberia da história do triste triângulo amoroso do qual Urias foi a maior vítima.

Mas Jesus mesmo disse;

"O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados." (Mateus 10 : 27)

Ou seja, a mentira nunca passará incólume diante os olhos de Deus.

Deus conta a Natã tudo o que Davi fez, e este vai de encontro a Davi, e cheio de autoridade desmascara toda a maldade de Davi através de uma parábola do qual o próprio Davi julgou-se culpado sem nem mesmo saber.

Natã disse a Davi de maneira figurada;

II Sm 12:1 Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre.
2 O rico possuía muitíssimas ovelhas e vacas.
3 Mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma pequena cordeira que comprara e criara; e ela tinha crescido com ele e com seus filhos; do seu bocado comia, e do seu copo bebia, e dormia em seu regaço, e a tinha como filha.
4 E, vindo um viajante ao homem rico, deixou este de tomar das suas ovelhas e das suas vacas para assar para o viajante que viera a ele; e tomou a cordeira do homem pobre, e a preparou para o homem que viera a ele.
5 Então o furor de Davi se acendeu em grande maneira contra aquele homem, e disse a Natã: Vive o SENHOR, que digno de morte é o homem que fez isso.
6 E pela cordeira tornará a dar o quadruplicado, porque fez tal coisa, e porque não se compadeceu.
7 Então disse Natã a Davi: Tu és este homem.

Percebem? A mentira não pode subsistir diante daquele que é a verdade! Davi não contou a ninguém, mas Deus não deixou Davi varrer a sujeira para debaixo do tapete.

Deus gosta tanto da verdade, que não poupou nem mesmo Davi, o Rei de Judá, o homem segundo o seu coração, de ter essa história tão horrível escrita em sua palavra, porque para Ele a verdade está em primeiro lugar!

Tudo isso tem um propósito!

Ensinar-nos que a verdade sempre vai vir a tona, de uma forma ou de outra, pois como disse Jesus;

Jo 8:32 E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

Porque Ele diz que me amou primeiro?


Um dia, em algum lugar não do universo, porque ele ainda não havia sido criado, mas em algum tempo e lugar onde somente Deus, Jesus e o Espírito Santo sabem, houve um plano com a seguinte temática;

"Façamos o homem!"

Mas, pela onisciência de Deus já estava previsto que esse homem, criatura feita a imagem e semelhança Dele iria se desviar de seu projeto original. Nada ainda havia sido criado. Nem Céus, nem terra, nem universo, planetas, nada, mas os sons da conversa entre Eva e a serpente no jardim do Éden já ecoavam nos ouvidos de Deus. Momentos após esta conversa, as criaturas feitas para dominarem sobre todos os seres viventes estavam separados de Deus, de Jesus e do Espírito Santo por causa do pecado.

Repito, nada havia sido criado. O “Haja luz” ainda não tinha sido proferido. Se pensarmos bem, nem mesmo o princípio citado no primeiro versículo da bíblia existia. Tudo isso era visível somente aos olhos onipotentes daquele que vê todas as coisas.

Antes de decidirem em concretizar a criação de todo o Cosmos, uma decisão devia ser tomada;

O homem se separou de nós pelo pecado, façamos então com que ele se reconcilie conosco, porque o amamos de forma que nem mesmo ele pode entender.


Então Jesus se prontifica a cumprir o plano redentivo de Deus, oferecendo a sua majestade, a sua divindade, esvaziando-se de toda a sua glória, para descer a terra e reconciliar o homem com o Pai.

Então, para que a trindade pudesse dizer haja luz, primeiro ela teve que dizer HAJA CRUZ!

Entenda, só existia o nada (fisicamente falando). Somente a trindade existia. Deus, Jesus e o Espírito Santo, 3 formas da manifestação do Amoroso Deus que decidiram que criariam o homem para o homem pudesse desfrutar do convívio Deles.

O homem ainda não havia sido criado, mas Jesus já havia decidido morrer por Ele. O sopro de vida ainda não tinha enchido os pulmões daquele boneco de barro, mas pela fé, Adão já estava coberto pelo sangue de Jesus.

Por isso João 1 diz;

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus.
Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens!

Como ele poderia ser a luz dos homens no princípio, se os homens ainda não haviam sido criados?

É o que Jesus responde em João 15:26;

Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós...

Ele nos criou já ciente de sua missão. Antes mesmo de nos criar já nos amava! Antes mesmo de nascermos, ele já havia decidido morrer por nós! Como não se prostrar diante de tão grande amor?

Eu estou sem palavras nesse momento, e com o rosto em lágrimas, tudo por causa disso, por tão grande amor.

Sim, agora eu entendo quando ELE diz que nos amou primeiro (João 4:19).

Ele me amou primeiro, agora, eu o amo!

Ap 13:8 E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.


Jr 1:5 Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.


Jr 31:3 Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí.


IS 44:24 Assim diz o SENHOR, teu redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou o SENHOR que faço tudo, que sozinho estendo os céus, e espraio a terra por mim mesmo;


RM 5:8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Eu não parei de falar de amor...


Não, eu não parei de falar de amor
Ele apenas mudou de rumo
Os textos que antes confessavam paixões íntimas
Foram substituídos por um amor eterno.

E é assim que deve ser.

No início do blog eu estava como Salomão
Quando tinha mais de mil mulheres
Escreveu o livro de Cantares..
Embora eu só tivesse uma, me derramava em poemas.

Agora que estou assim
Tenho recebido inspiração para escrever
Textos ungidos e verdadeiros,
Assim como o livro de Provérbios.

Ainda bem que não estou velho e machucado
A ponto de dizer como Salomão em Eclesiastes que
tudo o que vivi foi vaidade, correr atrás do vento,
e fadiga debaixo do sol.

Não, eu não parei de falar de amor.
Falo dele todos os dias
Do amor perfeito, sem ciúmes,
Sem decepções, sem traumas.

Não, eu não quero deixar de falar de amor
Quero também voltar a escrever
Versos apaixonados, poemas sincronizados
Para aquela que estiver ao meu lado.

Mas por enquanto, somente esse amor me basta.
Somente esse amor me preenche.
Esse sentimento de pertencer a alguém me apraz.
Eu pertenço a Ele, e logo, a Ele, e a ela.

Sim,

Eu amo falar de amor.

A loucura do evangelho


Na bíblia, Abraão mentia.
Na bíblia, Moisés não tinha coragem de fazer nada sozinho.
Na bíblia, Elias fugia de medo de uma mulher.
Na bíblia, Jó reclama de Deus o tempo todo.
Na bíblia, Davi matou um soldado e tomou a sua mulher, tendo um filho com ela.
Na bíblia, Salomão era tido como um mulherengo.
Na bíblia, os discípulos eram homens de má fama.
Na bíblia, Saulo, que depois se transformou em Paulo, matava os seguidores de Jesus.

Todos os homens citados acima, são célebres personagens da bíblia. Todos eles imperfeitos, mas foram transformados pela mensagem do evangelho. A bíblia não é um livro que mostra apenas as virtudes dos homens, mas principalmente os seus defeitos!

Mas esses homens quando são transformados pelo evangelho...

No evangelho, Abraão é o pai da fé!
No evangelho, Moisés é o pai da lei, o libertador de Israel!
No evangelho, Elias é um poderoso profeta que não viu a morte!
No evangelho, Jó é exemplo de fé e perseverança!
No evangelho, Davi é um homem segundo o coração de Deus!
No evangelho, Salomão foi o homem mais sábio da terra!
No evangelho, os discípulos mudaram o mundo com seu testemunho!
No evangelho, Paulo escreve 13 cartas que são a base no Novo Testamento!

Você pode ter todos os defeitos desse mundo, mas mesmo assim, Deus pode te transformar através do evangelho. Paulo chama isso de a loucura da pregação!

Basta crer, basta querer! Tome posse disso!

I CO 1:21 Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.

Jesus não tinha super crentes ao seu lado


Jesus ao iniciar o seu ministério redentor aqui na Terra, escolhe em meio aos seus seguidores 12 discípulos para que estes pudessem dar prosseguimento aos ensinamentos do mestre. Jesus já nos dá um grande exemplo de aceitação ao escolher homens de caráter duvidoso como Matheus, que era um cobrador de impostos meio que desonesto, ou mesmo Pedro, que era um pescador semi analfabeto, cheio de altos e baixos, assim como os demais 10 discípulos.

Entre esses 12 estava também Judas Escariotes. Esse nome vem por causa da origem de Judas, que era da cidade de Queriote. Judas era sim um homem de caráter duvidoso. Quando Maria Madalena derrama sobre os pés de Jesus um vidro de alabastro puro, que custava cerca de 300 denários (Um denário era o salário de um dia de trabalho de um trabalhador. Digamos que hoje seria uns 70 reais, o perfume custaria em torno de 21 mil reais) Judas questiona a atitude da mulher e a condena, dizendo que aquele dinheiro poderia ser usado para ajudar os pobres. Mas esse não era o real sentimento de Judas em seu coração, pois Judas segundo o apóstolo João era um ladrão. (Jo 12:6)

O que me chama a atenção é que mesmo com essa dificuldade que Judas tinha com dinheiro, Judas foi instituído por Jesus como o tesoureiro de seu ministério. Interessante não é? Jesus que conhecia a fraqueza de todos os homens, dava a oportunidade a cada um deles enfrentarem as suas cobiças para que vencessem os seus pecados.

Jesus sabia que Pedro era um homem de duas palavras (Nunca te negarei Senhor! Para depois negá-lo por 3 vezes). Sabia também que Judas era um ladrão, e principalmente, sabia que Judas iria traí-lo. Mas esses homens gozaram por 3 anos da doce companhia de Jesus em suas vidas. Jesus lavou os pés desses homens. Jesus ceiou com eles. Sim, Jesus lavou os pés de Judas, tomou a ceia com ele, para horas depois ser traído por ele. Jesus amou a todos eles, inclusive Matheus, o cobrador de impostos que tirava um pouco do dinheiro que ele arrecadava para si mesmo.

Jesus deu a oportunidade para todos esses homens se arrependerem e transformarem as suas vidas inteiramente, inclusive para Pedro e Judas. Note que o pecado de Judas e o de Pedro foi praticamente o mesmo, traição, uma das atitudes mais detestáveis do comportamento humano.

Mas o que Pedro entendia, e Judas infelizmente não entendeu, era que Jesus era o Deus da misericórdia. Pedro no Sinédrio nega a Jesus por 3 vezes. Mas Jesus depois de ressureto, antes de voltar para os braços do Pai pergunta para Pedro por 3 vezes se ele o amava;

João 21:17 Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.

Interessante não é? Pedro nega a Jesus por 3 vezes, para depois confessar o seu amor por Jesus também por 3 vezes.

Entenda, Jesus não predestinou Judas para que esse fosse para o inferno, esse é um pensamento perverso e totalmente contrário aos ensinamentos da graça de Deus. A mesma oportunidade que Jesus deu a Pedro, a Matheus, e a todos os outros discípulos, ele deu a Judas. Mas a decisão de arrependimento pelos pecados é uma decisão pessoal, é o tal do “livre arbítrio”.

Jesus somente se relaciona com pessoas que realmente o amem. Se o amor de Jesus por nós fosse um amor compulsivo e ciumento, ele poderia fazer com que nós o amássemos de forma unilateral, obrigando-nos a amá-lo, pois ele tem todo o poder de fazer isso, mas não, Ele prefere estar cercado de pessoas que o amem pelo que Ele é.

Tanto Pedro, como Judas, eu e você temos os mesmos direitos e obrigações diante de Jesus. Judas escolheu o caminho errado, dando lugar ao diabo, e se corrompendo por 30 moedas, e de tanto remorso, se enforcou. Se ele tivesse voltado e pedido perdão a Jesus, teria sido prontamente perdoado como Pedro foi. Pedro e os demais provaram da infinita bondade de Jesus, e pregaram o evangelho até a sua morte.

O que mais deve nos constranger é que Jesus não se cercou de super crentes para fazer todo o seu trabalho na terra, ele se cercou de pecadores, de homens de caráter duvidoso, de pessoas que ninguém via virtude alguma, para através delas transformar o mundo e dividir a história entre antes e depois Dele. Foi assim com os discípulos, e não será diferente comigo e com você. Esse amor dura até hoje, e durará até a consumação dos séculos.

"Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores." (Romanos 5 : 8)