
Você de fato é uma fera indomável
Pois não consigo domesticá-la
Nem tê-la ao meu lado a hora que bem entender
Estou sujeito a sua boa vontade,
Para poder voltar a escrever.
Sem você o texto é chato,
As palavras não vem,
O leitor não se admira,
E o autor, também.
Porque ficou tanto tempo ausente?
Foi algo que te fiz?
Ou fui eu que estava surdo,
E como uma mula empacada,
Não te vi, e muito menos lhe entendi?
Quando você volta me sinto em casa.
Porque vejo beleza em tudo.
Torno o que é feio em belo,
O comum em singelo,
vivo em outro mundo!
Sinto meu coração fluir e brotar
Sensível ao clamor das emoções.
Nada pode impedir, ninguém pode deter
Nossa arte, nossas ações.
Não faça isso de novo,
Não desapareça.
Nossa poesia é alimento,
Remédio para o sofrimento.
Não me faça sentir saudades de ti
Pois quando você some,
Torno-me comum,
Sem graça, sem festa...
O que de fato não sou...
Quando estou contigo,
Sou alegria...
sou poeta!



